Nem sempre é sobre euforia…
E se a felicidade fosse hábito disfarçado?
A gente aprendeu a ver a felicidade como uma explosão! Uma gargalhada alta, uma conquista imensa… Sempre algo ou um acontecimento extraordinário.
Mas e se ela estiver nas entrelinhas?
No jeito que você se espreguiça de manhã, na coragem de dizer “não” e na gentileza de dizer “sim”…
Existe uma coisa curiosa sobre o cérebro humano: ele se acostuma muito rápido com as grandes conquistas. A viagem dos sonhos acaba, a promoção vira rotina e o carro novo deixa de ser novo.
Talvez por isso a felicidade não goste muito de morar nos grandes acontecimentos. Quem mora neles é a euforia.
Acho que a felicidade prefere momento pequenos.
Sabe quando você toma aquele café fresquinho antes da casa acordar, a satisfação de trocar a roupa de cama por uma limpinha…
Quando a gente encontrar vinte reais esquecidos numa bolsa (ahue)… A sensação boa de passar um creme no rosto sem estar tentando consertar nada, apenas porque é gostoso fazer isso. Sabe?
A felicidade, às vezes, é só fazer uma coisa simples e repetir. E repetir de novo.
Sem perceber que esse gesto pequeno virou hábito e que esse hábito se transformou numa base segura para os dias difíceis.
Criar hábitos saudáveis, gostosos e nossos é como plantar pequenas âncoras no dia. Âncoras de sentido, de presença e de leveza.
Hábito é aquilo que a gente faz quando não está prestando atenção.
Então por que não transformar alguns deles em pequenos rituais de cuidado?
A felicidade está em tudo aquilo que nos traz paz.
Tina | Cultivando pequenos rituais de alegria.

