Autor: Tina

Desde pequena, ouço as pessoas falando sobre mim: “ela vive doente”, “com dor de novo?” ou “qual a desculpa agora?”. Eu ficava muito triste porque, além de ter que lidar com dores, hospitais, medicamentos e tratamentos que nem sempre fizeram efeito, ainda tinha uma luta contra mim mesma: não demonstrar para ninguém, ou demonstrar o mínimo possível, de dor, medo e angústia. Mantive uma personagem feliz (e bêbada, diga-se de passagem), que todos aceitavam muito melhor do que a minha versão real. Enfim… O meu combo veio completo desde cedo: autismo, asma, ansiedade, depressão, bruxismo, fibromialgia… A vida olhou pra…

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Passeando pelo site da UNESCO (eu fuço tudo por aí…kkk), encontrei uma informação que me deixou feliz e pensei que ela merecia chegar até você também. Descobri que muita gente, depois dos 40, 50, 60 e até 70 anos, resolveu aprender alguma coisa nova. Alguns voltam para a faculdade, outros começam um curso de fotografia, de música, de idiomas ou de informática, simplesmente porque descobriram que ainda não terminaram de se conhecer. Que podem ir mais longe. Fiquei pensando numa coisa muito estranha: parece que a gente trata o aprendizado como se tivesse prazo de validade. Quando somos crianças, aprender…

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Conviver com fibromialgia significa aprender a reconhecer um corpo que reage de maneira diferente ao mundo, especialmente durante o inverno. Neste texto, compartilho minha experiência com a doença, explico o que ela é e por que o frio costuma intensificar tanto os sintomas, reunindo vivência pessoal e informações científicas para ajudar quem passa pela mesma situação ou simplesmente deseja compreender melhor essa realidade.

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Eu aprendi a reconhecer progresso de um jeito muito específico. Na minha cabeça, ele sempre teve uma aparência fácil de identificar: a vida melhorando, um problema finalmente resolvido, uma conquista acontecendo, uma recompensa chegando ou qualquer outra coisa que me fizesse pensar: “agora sim estou indo para frente”. Você também pensa assim? Talvez seja justamente por isso que eu tenha dificuldade para perceber alguns tipos de movimento. Se o progresso não tem cara de vitória, ele quase desaparece diante dos meus olhos e eu fico com a impressão de que estou parada, quando talvez simplesmente esteja caminhando de um jeito…

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Há muitos anos (muitos mesmo, uns 25! kkk…), assisti a uma reportagem sobre uma técnica policial chamada manobra PIT e, por algum motivo que desconheço, nunca mais esqueci aquilo. Acho curioso como a nossa memória funciona, porque ela esquece onde deixou a chave de casa ou o nome de alguém que acabou de ser apresentado, mas resolve guardar uma reportagem qualquer que passou na televisão na hora do meu almoço, como se soubesse que um dia ela ainda faria sentido. Bem, a matéria explicava que nos EUA (será que aqui tb?), quando um carro em fuga representa risco para quem…

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Sou apaixonada por datas como o Dia dos Namorados. Não porque eu seja uma pessoa romântica, pois não sou, nem porque ache que a felicidade mora dentro de um relacionamento, pois não acho. kkkkkGosto porque, durante algumas horas, o assunto fica com uma energia mais leve. Abro o Instagram e vejo declarações, flores, viagens, cafés da manhã preparados com carinho, fotos antigas, bilhetes, gente lembrando do primeiro beijo ou até mesmo dizendo “eu te amo” pela primeira vez. Claro que eu sei que nem toda fotografia conta a história inteira. Muitos desses casais enfrentam problemas que ninguém imagina, algumas relações…

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Outro dia estava conversando com um amigo e fiz para ele uma pergunta que nunca tinha feito para mim mesma: quem você está se tornando (ou se tornou) ao lado da pessoa que ama? A gente quer saber se ama, se é amado, se existe respeito, se combina, se dá risada das mesmas coisas, se o beijo encaixa, se o futuro faz sentido… mas dificilmente pára para pensar em quem está se tornando ao lado daquela pessoa. E acho essa uma pergunta, ou melhor, essa resposta perigosa, porque ninguém deixa de ser quem é de uma vez. Isso acontece devagar……

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Outro dia, fui olhar quais eram os assuntos mais pesquisados no Google. Achei que encontraria inteligência artificial, investimentos, política, futebol, viagens… essas coisas que fazem bastante barulho. Mas encontrei gente tentando entender por que está tão cansada, por que perdeu a vontade de fazer as coisas, por que não consegue fazer amigos depois dos 30, por que pensa tanto, por que se sente sozinha mesmo cercada de pessoas e, principalmente, por que parece viver um mundo diferente daquele que todo mundo parece entender tão bem. Essa última sensação me pegou de um jeito diferente, porque eu também passei boa parte…

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Eu tenho a impressão de que existe um complô entre o algoritmo e o jornalismo.Se um prédio pega fogo, eu fico sabendo. Se celebridades brigam ou alguém fala uma besteira em sua rede social, eu fico sabendo também… Mas, curiosamente, quando alguma coisa melhora, quando alguma coisa boa acontece, ninguém parece muito interessado em avisar. Foi por isso que eu decidi trazer uma notícia boa pra cá. Enquanto eu estava ocupada com os meus próprios problemas, lembrando de boletos que precissmente fazendo o que uma floresta faz quando a deixam em paz: ela cresce. Os dados foram divulgados em maio…

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Nem sempre é sobre euforia… E se a felicidade fosse hábito disfarçado?A gente aprendeu a ver a felicidade como uma explosão! Uma gargalhada alta, uma conquista imensa… Sempre algo ou um acontecimento extraordinário. Mas e se ela estiver nas entrelinhas? No jeito que você se espreguiça de manhã, na coragem de dizer “não” e na gentileza de dizer “sim”…Existe uma coisa curiosa sobre o cérebro humano: ele se acostuma muito rápido com as grandes conquistas. A viagem dos sonhos acaba, a promoção vira rotina e o carro novo deixa de ser novo.Talvez por isso a felicidade não goste muito de…

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Tem gente que não sofre só por amor.Sofre pelo tempo que demora para ir embora. Ela sabia. Não foi de uma vez. Também não teve uma grande briga, uma traição cinematográfica ou um momento exato que pudesse apontar no calendário. Foi acontecendo aos poucos. Na forma como já não era escutada. No jeito que começou a se explicar demais para coisas que antes não precisavam de explicação. Na sensação constante de estar tentando ajustar algo que insistia em não encaixar. Mas ficou. Ficou porque ainda existia carinho. Porque existiam lembranças bonitas. Porque alguns dias ainda pareciam promissores o suficiente para…

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A gente gosta de acreditar que é forte o suficiente pra tudo. Mas o ambiente também nos atravessa, mesmo quando não percebemos.

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