Quem me conhece há mais tempo sabe que eu tenho uma mania bastante específica: eu dou nome para tudo. Tudo mesmo. Não estou falando dos meus cachorros, porque isso seria normal. Estou falando dos bichos que aparecem aleatoriamente por aqui sem convite, sem educação e, às vezes, sem o menor respeito pela minha pressão arterial.
O saruê virou Sandro.
O lagarto virou Léo.
A jacu virou Jaqueline.
A centopeia virou Cassiopeia.
A aranha virou Ariana.
A saracura virou Sara.
O escorpião virou Julião.
O morcego virou Bruce.
E esses são apenas os que conseguiram entrar para a história. (Espero que não tenha mais nenhum!)
Nunca parei para pensar no motivo de fazer isso.
Eu sempre contava: “Hoje, a Maria encontrou um Sandro baby no quintal” ou “Jaqueline estava correndo risco de virar jantar”.
Me esforço, mas não consigo.
Porque, convenhamos, “a Babi pegou um morcego voando e trouxe pra casa” é uma informação.
Mas “Bruce foi capturado pela Babi em pleno voo” já é uma história muito melhor.
E eu gosto de histórias. 😂
Por isso que gosto tanto de escrever. Porque eu observo, presto atenção nos detalhes, invento apelidos, guardo trejeitos, coleciono cenas e, sem perceber, tenho mais um personagem.
Lembro do Sandro baby que apareceu completamente molhado depois de ter sido muito lambido pela Maria por horas a fio… Pior foi o Bruce, que conseguiu envolver a zoonose, uma caçamba e uma operação de resgate com baldão de lixo e uma pá. Cena digna de um filme de baixíssimo orçamento. kkkk
A gente quer viver com a natureza, mas não quer que a natureza viva na gente… Não é mesmo?
É… Eu sou assim.
E você? Como é?
Tina | no Mundo da Tina

