Em meio ao caos encontro a minha paz, dançando.
Tem gente que me olha estranho quando digo isso, mas é verdade: estar por 10 minutos num vagão lotado de trem/metrô me agride, me “quebra”. Mas 24 horas numa rave lotada, me reconecta.
É que não se trata da quantidade de gente, mas da energia.
Na rave existe uma comunhão silenciosa.
A música vibrando no corpo, no coração, na alma… Corpos em movimento, alegria, respeito.
A música me conduz. O grave me abraça. O trance me devolve a mim mesma.
E dançar no meio daquela multidão é como meditar em grupo…
Estar em um ambiente como esse me faz lembrar de quem eu sou.
Enquanto danço, eu não sou a profissional que precisa resolver. Não sou a mulher que precisa ser forte, produtiva e online!
Sou só eu mesma. Meu corpo. Meu instinto, movimento, vibração…
E isso me salva!
O mundo pode estar desabando lá fora… mas enquanto eu danço, eu reorganizo tudo por dentro.
A rave não é minha fuga. É meu retorno.
É claro que pago um preço por isso, quando ultrapasso o meu limite e o shutdown cobra. Mas, é um preço que por enquanto vale a pena eu pagar, pois ainda me encontro nesse lugar.
Encontre o seu lugar também.
Seja como for, VIVA.
Tina (dançando entre fadas, elfos e muitos encantos).

